Como é feito o enrolamento de motor?

Enrolamento de campo, é uma parte constituinte do estator de um motor que opera com corrente continua, e que não seja de ímã permanente. A função do enrolamento de campo no motor é de produzir a força magnética necessária para a geração de um fluxo magnético.
Ao se aplicar tensão elétrica entre as extremidades de uma bobina, cria-se uma corrente elétrica, como consequência física um campo magnético. Essa força gerará um força centrípeta, impulsionando o rotor. Os conjuntos de enrolamento dispostos ao longo do gabinete do motor são popularmente conhecidos como “sapatas polares”. O circuito de enrolamento de campo é construído para suportar baixa corrente em relação ao circuito de armadura do rotor.
A bobina é composta de materiais que apresentem boa condutibilidade, baixa resistência a eletricidade, e com uma alta taxa de permeabilidade magnética. Em geral o cobre é o material que apresenta todas essas características e possui o melgo custo-benefício.
Cada filamento de cobre deve ser envernizado com alta rigidez dielétrica para evitar o contato entre eles. Feito isso, é então inciado o processo de construção da bobina. Os filamentos são enrolados um certo número de vezes em um núcleo ferromagnético. Cada motor possui um especificidade correta, por isso, a quantidade de filamento, o número de espiras e o diâmetro do enrolamento, são definidos de acordo com características pré-definidas, que se pretende obter do motor.
 
Existem duas maneiras de se rebobinar um motor:
1 – Série: Enrolamento que possui poucas espiras do condutor com uma “seção maior” (diâmetro elevado)
2 – Paralelo: Enrolamento que possui muitas espiras de condutor com seção menor (diâmetro reduzido)
 
O chamado interpolo é outra maneira de se rebobinar um motor. Nesse método é criado um equilíbrio entre o magnetismo parasita que desloca a linha neutra das lâminas corretoras em contato com as escovas. Esse enrolamento anula o deslocamento da linha neutra, fazendo com que se elimine o problema do faiscamento entre as lâminas coletoras e as escovas. Esses procedimentos passam por determinadas etapas. A isolação, o fechamento elétrico, a montagem e o teste final do motor. 
Existem inúmeros tipos de motor, de tamanhos diferentes, qualidades diferentes e preços também. O rebobinamento de motor, atualmente, é a melhor opção, por não ser necessário a troca do motor como um todo, reaproveitando partes vitais. Porém esse é um processo delicado que exige competência e dedicação de profissionais bem treinados e capacitados para executar tal função. Um motor mal rebobinado pode acarretar problemas futuros, como corrente elevada, prejudicando a eficiência da rede. Além disso pode acarretar na mal funcionamento de outros equipamentos, e por final a queima da bobina novamente.
É necessário realizar um trabalho não de apenas rebobinar o motor, mas de pesquisa e descobrir o motivo do motor ter queimado, evitando assim tempo e gastos desnecessário além de prolongar a vida útil do motor.